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Poeiras combustíveis

Poeiras potencialmente combustíveis ocorrem em diversos processos industriais

A manipulação e o processamento de diferentes substâncias e materiais na indústria pode, em vários casos, envolver riscos de explosão e incêndio que põe em risco a segurança dos trabalhadores e do patrimônio das empresas. O senso comum associa estes riscos, normalmente, a gases inflamáveis, combustíveis, produtos petroquímicos, solventes e similares.

Porém, outra categoria de substâncias também pode apresentar um alto grau de risco como é o caso das poeiras combustíveis.

Pode surpreender aos não especialistas a diversidade de produtos e substâncias que na forma de poeiras ou fibras, apresenta características combustíveis. Apenas para ilustrar poderíamos citar alguns: açúcar, poeiras alimentícias de milho, soja ou trigo, poeiras farmacêuticas, serragem de madeira, pó metálico de alumínio ou titânio, particulado fino de resinas como epóxi, plásticos e pó de papel, entre outros.

No Brasil, a norma NBR IEC 60079-10-2 apresenta orientações e critérios quanto à classificação de áreas sujeitas à presença de poeiras explosivas. Tais critérios são muito semelhantes aos adotados pela Comunidade Europeia nas diretivas ATEX.

 


Método de Controle: Sistemas de Exaustão e Filtragem

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O meio mais efetivo de controlar os riscos de explosão em áreas classificadas onde haja manipulação e processamento de poeiras combustíveis são os Sistemas de Exaustão e Filtragem. Estes sistemas destinam-se à coleta do particulado em suspensão o mais próximo possível da fonte de geração evitando que se formem nuvens ou camadas de poeiras potencialmente explosivas.

Os sistemas devem contar com itens de segurança como válvulas anti-retrocesso, painéis de alívio, etc. Recipientes e elementos filtrantes com resíduos coletados devem ser manuseados e armazenados de forma segura, o que pode exigir áreas de segurança e sistemas de alarme.

Todas essas questões exigem o conhecimento e a experiência que a Nederman oferece.

 

 

Classificação de áreas

Para um sistema realmente seguro, é necessário que o usuário observe diversos pontos e que todas as informações sejam obtidas e analisadas com cuidado.

  • O risco e a avaliação de explosão
  • Medidas adequadas que serão tomadas para alcançar os objetivos da diretriz
  • As zonas das áreas classificadas
  • Que o equipamento do local de trabalho seja operado e mantido com a devida segurança
  • A classificação em zonas ATEX das áreas nas quais o equipamento será instalado. Essa é a responsabilidade do usuário final
  • As propriedades da substância a ser manuseada, incluindo sua classe de explosão St1, St2 ou St3. 

Classificações de zona ATEX

Zona 20: Um local no qual há a presença de uma atmosfera explosiva na forma de uma nuvem de pó explosivo no ar continuamente, por longos períodos ou frequentemente. Exemplos: Em geral, essas condições surgem apenas dentro de equipamentos como linhas de transporte pneumático, moinhos, misturadores secos, peneiras etc. A atmosfera da Zona 20 é normalmente encontrada dentro de equipamento.

Zona 21: Um local no qual uma atmosfera explosiva na forma de uma nuvem de pó explosivo tende a ocorrer ocasionalmente em operação normal. Exemplos: Em geral, essas condições podem surgir onde nuvens de pó são presentes com frequência durante operações como esmerilhamento, lixamento, carga aberta etc. A extensão da atmosfera da zona 21 é normalmente uma distância de um metro em torno da fonte de emissão. A atmosfera da zona 21 dificulta extremamente a respiração. 

Zona 22: Um local no qual uma atmosfera explosiva na forma de uma nuvem de pó combustível não tende a ocorrer em operação normal, mas se ocorrer, persistirá apenas por um curto período. Exemplos: Em geral, essas condições podem surgir em locais com pó sobre o piso e sobre outras superfícies, que podem ser dispersados e formar nuvens de pó explosivo. Normalmente, uma área tripulada ou uma área próxima às pessoas tem mais tendência a ser uma área (segura – não perigosa) não zona. Para que a área geral possa ser classificada mesmo como Zona 22, deve haver consideráveis depósitos de pó sobre as superfícies. A atmosfera da Zona 22 pode ocorrer em locais nos quais o pó pode escapar através de vazamentos e formar quantidades perigosas, em áreas de armazenamento de sacos (rompimento de saco) etc. A extensão da atmosfera de zona 22 é normalmente uma distância de 1 metro (3,28 pés) em torno da fonte de emissão. 

As responsabilidades da Nederman

É responsabilidade do fabricante definir a categoria ATEX de seu equipamento. Os produtos são classificados em:

  • Categoria 1D: significa que o produto emprega um nível de proteção muito alto (zona 20, 21 ou 22)
  • Categoria 2D: alto nível de proteção (zona 21 ou 22)
  • Categoria 3D: nível normal de proteção (zona 22). 

O símbolo da Nederman para produtos adequados para manuseio de pós explosivos é Ex ou Z.

Se a Nederman como fabricante determinar que o equipamento destina-se a uma área classificada, o equipamento deverá ser marcado segundo a diretriz ATEX (2014/34/EU). 

Marca CE

Acima apresentamos um exemplo de como o equipamento da Nederman pode ser marcado. Ex em um hexágono é o símbolo de proteção de explosão, seguido pelo grupo II (não mineração), categoria 3D para Pó (D). A proteção por segurança de construção é representada pelo “c”. A temperatura máxima da superfície é de 125°C (257 °F). 

Personalização de produtos da Nederman

A personalização de produtos pode ser feita pela Nederman desde que isso não coloque em risco a segurança (avaliação de risco) do produto. O aumento do volume total e/ou área da unidade de filtro pode colocar a força do produto em risco. Componentes elétricos adicionais ou equipamentos similares representando uma fonte de ignição devem ser classificados se tiverem que ser colocados em uma área perigosa.

Classificação do pó 

O mesmo pó normalmente se torna mais “explosivo” quanto menor for sua partícula. Assim, as propriedades do pó a ser manuseado pelo equipamento da Nederman são de grande importância. Seu valor KSt específico ou a classe St devem assim ser fornecidos pelo cliente. O valor KSt é a taxa máxima de aumento de pressão de explosão em um recipiente de 1 m3 (35,3 pés3). As classes St são categorias nas quais os pós são classificados com base em seus valores de KSt. 

Classe de explosão de pó
KSt , bar m/s (psi ft/s) 
 St 1 > 0 a 200 (0–61)
 St 2
> 200 a 300 (61–91) 
 St 3
> 300 (91) 
 Tabela 1: Classes St  

O equipamento da Nederman instalado em áreas externas é adequado para pós explosivos de classe St1 ou St2. O equipamento não é adequado para gás, pós instáveis quimicamente ou materiais com auto-ignição, como por exemplo o magnésio.

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